A convite de Josie Berezin – produtora do Centro de Referência da Dança (CRD) -, tive o prazer e a honra de escrever uma série de três textos críticos sobre a 8ª Mostra de Artistas Residentes do CRD. Foi um evento de abertura de processos coreográficos e performáticos de artistas que tem frequentado o espaço desde 2022.
A Mostra aconteceu entre os dias 14 e 19 de março de 2023, e pude estar presente em três dias (15, 18 e 19). Neles presenciei uma multiplicidade de trabalhos, de ideias e de públicos, e tive uma dimensão maior da riqueza e da importância desse espaço para a vida artística da cidade de São Paulo.
É uma pena que o poder público não dê ao CRD o reconhecimento e o investimento que ele de fato merece. Mais triste ainda é a situação do CRD frente ao Novo Anhangabaú e a privatização da rua: no dia 18 havia um palco de shows instalado exatamente em baixo do Viaduto do Chá, e todos os sons do show vazavam para dentro da Sala Cênica do CRD. Isso prejudicava não somente a apreciação dos trabalhos (principalmente dos trabalhos que usavam silêncio), mas principalmente o acesso ao espaço, já que todo o Vale do Anhangabaú estava fechado por tapumes de metal com uma pequena abertura nas escadas da Praça Ramos de Azevedo.
Os três textos a seguir tem a função de fomentar a produção artística do CRD e de seus artistas residentes, fornecendo reflexões que possam estimular e fortalecer os trabalhos apresentados. O foco, como tudo que se escreve neste site, será sobre o que foi visto e ouvido sobre as relações entre música e dança.
Dois dos textos contam com as fotos da parceria com Giorgio D’Onofrio.
Acesse o programa completo e a sinopse de todos os trabalhos da Mostra aqui.