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SPCD e Orquestra Jovem do Estado: Suíte Raymonda e Aparições
O que se dá a partir dos encontros entre danças populares e a dança acadêmica? É a tentativa de responder a essa pergunta que mobilizou a mais recente apresentação da SPCD com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. O programa coloca em confronto duas obras baseadas nas danças populares húngaras e brasileiras, respectivamente: Suíte Raymonda e Aparições. Essa parceria tem sido muito produtiva em realizar performances de dança com música ao vivo na cidade de São Paulo. Posto que esta cidade é um pólo de referência nacional da dança, nada mais justo do que aumentar também a qualidade…
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Temporada OSESP 2020: Missa Solemnis e a estreia de Thierry Fischer
08/03/2020 Dupla celebração: nos dias 5, 6 e 7 de março de 2020 a Sala São Paulo comemorou, ao mesmo tempo, os 250 anos de nascimento de Ludwig van Beethoven e a estreia de Thierry Fischer como regente titular e Diretor Musical da OSESP. Para tanto, foi escolhida uma obra à altura da cerimônia: a Missa Solene em Ré maior Op.123. Menos popularizada que a Nona Sinfonia, a Missa Solene carrega em si uma dramaticidade que raramente se faz presente em obras musicais de cunho religioso. É uma dramaticidade muito mais próxima da experiência humana do que da tradicional submissão…
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Exercicrítica #7: Ngali… — Odisseia — Vai (SPCD)
02/11/2019 Inaugurando a segunda temporada de 2019, a SPCD nos apresenta um primeiro programa mesclando temas atemporais, como a relação amorosa, com temas contemporâneos como os fluxos migratórios e a sobrevivência em um mundo pós apocalíptico. Fortemente baseada na dança de salão, Ngali… (2016) já é peça consagrada do repertório da companhia. Embalada por toda uma coletânea da melhor canção popular brasileira, Ngali… encontra na música não somente um suporte para a dança, mas uma expressão subjetiva em primeira pessoa, à maneira de um eu lírico. A música também participa da composição de uma atmosfera fortemente latina, passando longe do…
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Exercicrítica #6: SPCD 2019/1: Agora – Trick Cell Play – Suíte para dois pianos – A morte do cisne – Pulcinella
09/06/2019 A SPCD abre a nova temporada com duas obras inéditas e em direção à contemporaneidade. Agora, com coreografia de Cassi Abranches e música de Sebastian Piracés, é uma peça sobre tempo que explora a variedade semântica dessa palavra, desdobrando-a de várias maneiras. Aborda cronologia, linearidade, ciclos, memória, passado, futuro, mas acima de tudo o presente. Abranches realça que nenhuma dessas definições de tempo é fechada em si mesma: é plenamente possível transitar entre elas. Já na abertura, vemos que o tempo cronológico – marcado pelo metrônomo e movimento pendular dos bailarinos – se expande gradualmente em movimento rítmico. Ou…
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Igor Stravinsky e criação coreográfica [citação coreomusical]
Qual a relação ideal entre coreografia e forma musical?
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Por que nós gostamos – tanto – de nos mover de acordo com o ritmo?
O prazer de dançar junto com a música. Não importa a época ou o lugar, ele existe, sempre existiu e sempre existirá, e nenhuma arte de vanguarda foi capaz de superá-lo. Digo isso com todo o respeito a John Cage e Merce Cunningham, pois a proposta de independência/interdependência entre música e dança desenvolvida por eles soa ainda mais exótica e fascinante quando se considera o quão natural e enraizado é o seu oposto. No princípio, era o movimento, e o movimento estava com o som, e o movimento era o som. Ele estava no princípio com o som. Tudo foi…
